Por que a equidade salarial ainda não contempla adequadamente as pessoas com deficiência
A discussão sobre equidade salarial é um avanço inegável no mundo corporativo. Mas será que estamos fazendo as perguntas certas quando o tema é a inclusão de pessoas com deficiência? Neste artigo que tive a honra de escrever para a Câmara Paulista de Inclusão, provoco uma reflexão mais profunda sobre como a pauta precisa de um olhar mais atento e estratégico para que a equidade seja, de fato, para todos.
A análise a seguir foi publicada originalmente no portal da Câmara Paulista de Inclusão, uma organização referência no debate sobre a inclusão no estado de São Paulo.
"Afinal, do que adianta um bom salário se ele for corroído por um custo de vida comprovadamente mais alto, por conta da deficiência?"
Resumo dos Pontos-Chave (Extraído do artigo original):
- O "Custo da Deficiência": O artigo destaca que profissionais com deficiência enfrentam despesas adicionais significativas com saúde, transporte, tecnologia assistiva e cuidadores, um fator que impacta diretamente sua renda disponível.
- A Falha da Isonomia Salarial: Argumenta-se que o princípio de "salário igual para trabalho igual" é insuficiente, pois não considera que os custos para viabilizar o trabalho e a vida são desiguais para este grupo.
- O Papel Estratégico dos Benefícios: A verdadeira equidade passa pela revisão dos pacotes de benefícios das empresas, que devem ser flexíveis e contemplar as necessidades específicas para compensar o "custo da deficiência".
- Além da Remuneração: A análise conclui que a equidade também envolve garantir condições para o crescimento profissional, combatendo a estagnação de carreira que muitos profissionais com deficiência enfrentam.
Tags e Categorias
Equidade Salarial, Estratégia, Liderança, Pessoa com Deficiência, Custo da Deficiência
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