Case de Sucesso: O Programa de Trainees para Pessoas com Deficiência da EY Brasil

Como transformar a intenção de incluir em um programa de desenvolvimento de talentos real e impactante? Tive a oportunidade de participar e falar sobre o programa de trainees para pessoas com deficiência da EY Brasil, uma iniciativa que serve como um poderoso case de como as grandes empresas podem, e devem, ir além da cota para formar seus futuros líderes.



A seguir, o vídeo que detalha a concepção e os resultados do programa de trainees da EY Brasil, uma das "Big Four" de auditoria e consultoria.

Este vídeo apresenta os bastidores e os aprendizados de um dos mais bem-sucedidos programas de atração e desenvolvimento de talentos com deficiência do mundo corporativo. Uma prova de que o investimento estratégico em inclusão gera um retorno valioso para as pessoas e para o negócio.


Tópicos em Destaque (Timestamps):


[00:50] – A estratégia por trás do programa: por que focar em trainees?

[04:15] – Os pilares da iniciativa: atração, desenvolvimento e cultura de pertencimento.

[09:30] – Desafios práticos e lições aprendidas durante a implementação.

[14:00] – O impacto do programa nos participantes e na cultura da EY.


Principais Insights do Case:


  • Estratégia Além da Cota: O programa foi concebido não para cumprir uma obrigação legal, mas como uma iniciativa estratégica para acessar um pool de talentos de alto potencial que era, até então, ignorado pelo mercado.


  • Foco no Desenvolvimento de Líderes: O diferencial do programa foi sua estrutura focada em desenvolvimento de longo prazo, incluindo um plano de carreira claro, mentoria com líderes seniores e treinamentos customizados, com o objetivo de formar os futuros líderes da organização.


  • Adaptação de Processos: O sucesso da iniciativa exigiu uma revisão completa dos processos tradicionais, desde a forma de divulgar as vagas até a adaptação das entrevistas e a capacitação dos gestores para uma liderança mais inclusiva.


  • Impacto Cultural Positivo: O vídeo demonstra que, além de revelar novos talentos, o programa gerou um impacto profundo e positivo na cultura da empresa, aumentando o nível de conscientização e o engajamento de todos os colaboradores com a pauta da diversidade.


Tags e Categorias

Case de Sucesso, Programa de Trainee, Desenvolvimento de Talentos, Liderança, EY


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22 de junho de 2025
A discussão sobre equidade salarial é um avanço inegável no mundo corporativo. Mas será que estamos fazendo as perguntas certas quando o tema é a inclusão de pessoas com deficiência? Neste artigo que tive a honra de escrever para a Câmara Paulista de Inclusão, provoco uma reflexão mais profunda sobre como a pauta precisa de um olhar mais atento e estratégico para que a equidade seja, de fato, para todos.  A análise a seguir foi publicada originalmente no portal da Câmara Paulista de Inclusão, uma organização referência no debate sobre a inclusão no estado de São Paulo. "Afinal, do que adianta um bom salário se ele for corroído por um custo de vida comprovadamente mais alto, por conta da deficiência?" Resumo dos Pontos-Chave (Extraído do artigo original): O "Custo da Deficiência": O artigo destaca que profissionais com deficiência enfrentam despesas adicionais significativas com saúde, transporte, tecnologia assistiva e cuidadores, um fator que impacta diretamente sua renda disponível. A Falha da Isonomia Salarial: Argumenta-se que o princípio de "salário igual para trabalho igual" é insuficiente, pois não considera que os custos para viabilizar o trabalho e a vida são desiguais para este grupo. O Papel Estratégico dos Benefícios: A verdadeira equidade passa pela revisão dos pacotes de benefícios das empresas, que devem ser flexíveis e contemplar as necessidades específicas para compensar o "custo da deficiência". Além da Remuneração: A análise conclui que a equidade também envolve garantir condições para o crescimento profissional, combatendo a estagnação de carreira que muitos profissionais com deficiência enfrentam.
22 de junho de 2025
Muitas vezes, o debate sobre a empregabilidade de pessoas com deficiência foca unicamente nas responsabilidades das empresas. Mas e o passo anterior? Neste artigo que escrevi para o Diário PcD, argumento que a falha sistêmica começa muito antes, em uma base educacional que ainda não prepara adequadamente nossos jovens para os desafios e as oportunidades do mundo corporativo.  A análise a seguir foi publicada originalmente no Diário PcD, um importante veículo de comunicação dedicado aos direitos e à visibilidade das pessoas com deficiência no Brasil. "A Lei de Cotas é um instrumento fundamental, mas ela atua no final da jornada. De que adianta reservar a vaga se o sistema educacional não preparou o candidato para chegar até ela?" Resumo dos Pontos-Chave (Extraído do artigo original): A Raiz do Problema: O artigo argumenta que a principal barreira para o cumprimento da Lei de Cotas e para a inclusão no mercado de trabalho é o déficit educacional histórico que afeta a população com deficiência no Brasil. O "Ciclo Vicioso" da Exclusão: Descreve-se um ciclo onde a baixa escolaridade leva à baixa empregabilidade, que por sua vez reforça o preconceito e a falta de investimento na qualificação dessas pessoas. O Papel da Educação Inclusiva: A análise defende que uma educação verdadeiramente inclusiva, desde a base até o ensino superior, é a única ferramenta capaz de quebrar este ciclo e garantir que os profissionais cheguem qualificados ao mercado. Responsabilidade Compartilhada: A solução, segundo o texto, exige uma ação conjunta: do Estado, em garantir uma educação de qualidade; das empresas, em investir em formação e não apenas na contratação; e da sociedade, em combater o capacitismo.