Minha história de vida e superação no Museu da Pessoa

Toda trajetória profissional tem uma história pessoal por trás. Em 2021, tive a honra de ser convidado pelo Museu da Pessoa para registrar a minha. É um relato íntimo sobre os desafios, as viradas de chave e as convicções que me transformaram em quem eu sou hoje, como profissional e como ser humano.


"Eu não sou um coitado, não sou um herói. Sou uma pessoa que teve que aprender a navegar em um mundo que não foi desenhado para mim, e essa jornada, no final das contas, me deu uma perspectiva que se tornou a minha maior força."


  • A seguir, um resumo da minha história de vida, registrada e preservada no acervo do Museu da Pessoa, uma instituição dedicada a valorizar as diversas histórias que compõem a nossa sociedade.

Resumo dos Pontos-Chave (Extraído do relato original):


  • A Jornada da Descoberta: O relato começa com a infância e o diagnóstico de Stargardt, uma condição degenerativa da visão, detalhando o impacto inicial da notícia na vida pessoal e familiar.


  • Superando Barreiras na Educação: Narra os desafios de adaptação na escola e na faculdade em uma época com poucos recursos de acessibilidade, e as estratégias desenvolvidas para contornar as dificuldades de aprendizado.


  • O Confronto com o Mercado de Trabalho: A história detalha as primeiras experiências profissionais e o choque com o capacitismo e o preconceito velado, que foram fundamentais para moldar a visão de mundo e a missão de vida.


  • A Transformação da Dor em Propósito: O ponto central da narrativa é o momento em que a decisão foi tomada: parar de apenas "superar" os obstáculos individualmente e começar a "derrubá-los" para os outros, transformando a vivência em uma carreira dedicada a abrir portas.

Tags e Categorias

História de Vida, Superação, Protagonismo, Capacitismo, Museu da Pessoa


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22 de junho de 2025
A discussão sobre equidade salarial é um avanço inegável no mundo corporativo. Mas será que estamos fazendo as perguntas certas quando o tema é a inclusão de pessoas com deficiência? Neste artigo que tive a honra de escrever para a Câmara Paulista de Inclusão, provoco uma reflexão mais profunda sobre como a pauta precisa de um olhar mais atento e estratégico para que a equidade seja, de fato, para todos.  A análise a seguir foi publicada originalmente no portal da Câmara Paulista de Inclusão, uma organização referência no debate sobre a inclusão no estado de São Paulo. "Afinal, do que adianta um bom salário se ele for corroído por um custo de vida comprovadamente mais alto, por conta da deficiência?" Resumo dos Pontos-Chave (Extraído do artigo original): O "Custo da Deficiência": O artigo destaca que profissionais com deficiência enfrentam despesas adicionais significativas com saúde, transporte, tecnologia assistiva e cuidadores, um fator que impacta diretamente sua renda disponível. A Falha da Isonomia Salarial: Argumenta-se que o princípio de "salário igual para trabalho igual" é insuficiente, pois não considera que os custos para viabilizar o trabalho e a vida são desiguais para este grupo. O Papel Estratégico dos Benefícios: A verdadeira equidade passa pela revisão dos pacotes de benefícios das empresas, que devem ser flexíveis e contemplar as necessidades específicas para compensar o "custo da deficiência". Além da Remuneração: A análise conclui que a equidade também envolve garantir condições para o crescimento profissional, combatendo a estagnação de carreira que muitos profissionais com deficiência enfrentam.
22 de junho de 2025
Muitas vezes, o debate sobre a empregabilidade de pessoas com deficiência foca unicamente nas responsabilidades das empresas. Mas e o passo anterior? Neste artigo que escrevi para o Diário PcD, argumento que a falha sistêmica começa muito antes, em uma base educacional que ainda não prepara adequadamente nossos jovens para os desafios e as oportunidades do mundo corporativo.  A análise a seguir foi publicada originalmente no Diário PcD, um importante veículo de comunicação dedicado aos direitos e à visibilidade das pessoas com deficiência no Brasil. "A Lei de Cotas é um instrumento fundamental, mas ela atua no final da jornada. De que adianta reservar a vaga se o sistema educacional não preparou o candidato para chegar até ela?" Resumo dos Pontos-Chave (Extraído do artigo original): A Raiz do Problema: O artigo argumenta que a principal barreira para o cumprimento da Lei de Cotas e para a inclusão no mercado de trabalho é o déficit educacional histórico que afeta a população com deficiência no Brasil. O "Ciclo Vicioso" da Exclusão: Descreve-se um ciclo onde a baixa escolaridade leva à baixa empregabilidade, que por sua vez reforça o preconceito e a falta de investimento na qualificação dessas pessoas. O Papel da Educação Inclusiva: A análise defende que uma educação verdadeiramente inclusiva, desde a base até o ensino superior, é a única ferramenta capaz de quebrar este ciclo e garantir que os profissionais cheguem qualificados ao mercado. Responsabilidade Compartilhada: A solução, segundo o texto, exige uma ação conjunta: do Estado, em garantir uma educação de qualidade; das empresas, em investir em formação e não apenas na contratação; e da sociedade, em combater o capacitismo.