Empreendedores de Impacto no Portal Social Bauru

É possível unir lucro e propósito? Como se constrói um negócio que tem como principal objetivo gerar impacto social positivo? Fui convidado pelo Social Bauru para uma conversa sobre minha jornada como empreendedor de impacto e sobre como a minha atuação na Egalitê busca responder a essas perguntas na prática, todos os dias.



A seguir, a entrevista em vídeo que concedi ao portal Social Bauru, onde discuti a minha trajetória e a filosofia por trás dos negócios de impacto social.

Nesta conversa, compartilho minha visão sobre o que significa ser um empreendedor de impacto no Brasil, os desafios de escalar um negócio com missão social e como a tecnologia pode ser uma poderosa aliada para resolver problemas estruturais da nossa sociedade.


Tópicos em Destaque (Timestamps):


[01:30] – O que define um negócio de impacto social vs. uma empresa tradicional?

[07:45] – Minha jornada pessoal: a transição do mundo corporativo para o empreendedorismo com propósito.

[15:20] – O case da Egalitê: como usamos tecnologia para conectar talentos com deficiência a grandes empresas.

[25:10] – Conselhos para quem deseja empreender e gerar impacto positivo.


Principais Insights da Conversa:


  • Definindo Empreendedorismo de Impacto: Um negócio de impacto não é uma ONG, mas uma empresa que resolve um problema socioambiental de forma financeiramente sustentável. O lucro é o combustível para ampliar a missão.


  • O Case Egalite: Demonstração de como é possível usar um modelo de negócio escalável para atacar um problema crônico (a baixa empregabilidade de pessoas com deficiência), gerando valor para os profissionais, para as empresas e para a própria organização.


  • Resiliência e Propósito: A jornada do empreendedor de impacto exige uma resiliência ainda maior, pois além dos desafios de mercado, há a complexidade da causa social. O propósito claro é o que sustenta o negócio a longo prazo.


Tags e Categorias

Empreendedorismo Social, Negócios de Impacto, Egalitê, Liderança com Propósito, Startups


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22 de junho de 2025
A discussão sobre equidade salarial é um avanço inegável no mundo corporativo. Mas será que estamos fazendo as perguntas certas quando o tema é a inclusão de pessoas com deficiência? Neste artigo que tive a honra de escrever para a Câmara Paulista de Inclusão, provoco uma reflexão mais profunda sobre como a pauta precisa de um olhar mais atento e estratégico para que a equidade seja, de fato, para todos.  A análise a seguir foi publicada originalmente no portal da Câmara Paulista de Inclusão, uma organização referência no debate sobre a inclusão no estado de São Paulo. "Afinal, do que adianta um bom salário se ele for corroído por um custo de vida comprovadamente mais alto, por conta da deficiência?" Resumo dos Pontos-Chave (Extraído do artigo original): O "Custo da Deficiência": O artigo destaca que profissionais com deficiência enfrentam despesas adicionais significativas com saúde, transporte, tecnologia assistiva e cuidadores, um fator que impacta diretamente sua renda disponível. A Falha da Isonomia Salarial: Argumenta-se que o princípio de "salário igual para trabalho igual" é insuficiente, pois não considera que os custos para viabilizar o trabalho e a vida são desiguais para este grupo. O Papel Estratégico dos Benefícios: A verdadeira equidade passa pela revisão dos pacotes de benefícios das empresas, que devem ser flexíveis e contemplar as necessidades específicas para compensar o "custo da deficiência". Além da Remuneração: A análise conclui que a equidade também envolve garantir condições para o crescimento profissional, combatendo a estagnação de carreira que muitos profissionais com deficiência enfrentam.
22 de junho de 2025
Muitas vezes, o debate sobre a empregabilidade de pessoas com deficiência foca unicamente nas responsabilidades das empresas. Mas e o passo anterior? Neste artigo que escrevi para o Diário PcD, argumento que a falha sistêmica começa muito antes, em uma base educacional que ainda não prepara adequadamente nossos jovens para os desafios e as oportunidades do mundo corporativo.  A análise a seguir foi publicada originalmente no Diário PcD, um importante veículo de comunicação dedicado aos direitos e à visibilidade das pessoas com deficiência no Brasil. "A Lei de Cotas é um instrumento fundamental, mas ela atua no final da jornada. De que adianta reservar a vaga se o sistema educacional não preparou o candidato para chegar até ela?" Resumo dos Pontos-Chave (Extraído do artigo original): A Raiz do Problema: O artigo argumenta que a principal barreira para o cumprimento da Lei de Cotas e para a inclusão no mercado de trabalho é o déficit educacional histórico que afeta a população com deficiência no Brasil. O "Ciclo Vicioso" da Exclusão: Descreve-se um ciclo onde a baixa escolaridade leva à baixa empregabilidade, que por sua vez reforça o preconceito e a falta de investimento na qualificação dessas pessoas. O Papel da Educação Inclusiva: A análise defende que uma educação verdadeiramente inclusiva, desde a base até o ensino superior, é a única ferramenta capaz de quebrar este ciclo e garantir que os profissionais cheguem qualificados ao mercado. Responsabilidade Compartilhada: A solução, segundo o texto, exige uma ação conjunta: do Estado, em garantir uma educação de qualidade; das empresas, em investir em formação e não apenas na contratação; e da sociedade, em combater o capacitismo.