Combate ao capacitismo e a importância da inclusão no mercado de trabalho

Muitos falam em inclusão, mas poucos enfrentam seu principal inimigo de forma direta: o capacitismo. Nesta entrevista que concedi ao portal Terra, mergulhamos fundo neste preconceito estrutural para explicar o que ele é, como se manifesta silenciosamente no ambiente de trabalho e, mais importante, como podemos combatê-lo de forma intencional e eficaz.



A seguir, os principais pontos da minha conversa com o portal Terra, onde discutimos o combate ao capacitismo como condição essencial para uma inclusão real no mercado de trabalho.


"O capacitismo é a barreira mais sutil e, ao mesmo tempo, a mais prejudicial. Ele não está no degrau da escada, mas na mente de quem assume que você não consegue subi-la. É a crença velada de que a deficiência define a capacidade de uma pessoa."


Resumo dos Pontos-Chave (Extraído da entrevista original):


  • Capacitismo Decodificado: A entrevista define o capacitismo (ableism) como o preconceito que assume que pessoas com deficiência são inferiores ou menos capazes, manifestando-se não apenas em barreiras físicas, mas em piadas, expressões pejorativas e atitudes de subestimação.


  • Exemplos no Ambiente Corporativo: São fornecidos exemplos práticos de como o capacitismo aparece no dia a dia, desde excluir um profissional de um projeto desafiador por "proteção", até o uso de linguagem que infantiliza ou vitimiza pessoas com deficiência.


  • O Impacto na Cultura e nos Resultados: O texto argumenta que um ambiente onde o capacitismo é tolerado gera uma cultura de baixo pertencimento e confiança, o que afeta negativamente a segurança psicológica e a inovação de todos os colaboradores, não apenas daqueles com deficiência.


  • O Antídoto (Educação e Intencionalidade): A solução proposta é o combate ativo ao preconceito através do letramento contínuo, de treinamentos para a liderança sobre vieses inconscientes e da criação de canais seguros para que o tema seja discutido abertamente.

Tags e Categorias

Capacitismo, Viés Inconsciente, Cultura Organizacional, DEI, Inclusão


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22 de junho de 2025
A discussão sobre equidade salarial é um avanço inegável no mundo corporativo. Mas será que estamos fazendo as perguntas certas quando o tema é a inclusão de pessoas com deficiência? Neste artigo que tive a honra de escrever para a Câmara Paulista de Inclusão, provoco uma reflexão mais profunda sobre como a pauta precisa de um olhar mais atento e estratégico para que a equidade seja, de fato, para todos.  A análise a seguir foi publicada originalmente no portal da Câmara Paulista de Inclusão, uma organização referência no debate sobre a inclusão no estado de São Paulo. "Afinal, do que adianta um bom salário se ele for corroído por um custo de vida comprovadamente mais alto, por conta da deficiência?" Resumo dos Pontos-Chave (Extraído do artigo original): O "Custo da Deficiência": O artigo destaca que profissionais com deficiência enfrentam despesas adicionais significativas com saúde, transporte, tecnologia assistiva e cuidadores, um fator que impacta diretamente sua renda disponível. A Falha da Isonomia Salarial: Argumenta-se que o princípio de "salário igual para trabalho igual" é insuficiente, pois não considera que os custos para viabilizar o trabalho e a vida são desiguais para este grupo. O Papel Estratégico dos Benefícios: A verdadeira equidade passa pela revisão dos pacotes de benefícios das empresas, que devem ser flexíveis e contemplar as necessidades específicas para compensar o "custo da deficiência". Além da Remuneração: A análise conclui que a equidade também envolve garantir condições para o crescimento profissional, combatendo a estagnação de carreira que muitos profissionais com deficiência enfrentam.
22 de junho de 2025
Muitas vezes, o debate sobre a empregabilidade de pessoas com deficiência foca unicamente nas responsabilidades das empresas. Mas e o passo anterior? Neste artigo que escrevi para o Diário PcD, argumento que a falha sistêmica começa muito antes, em uma base educacional que ainda não prepara adequadamente nossos jovens para os desafios e as oportunidades do mundo corporativo.  A análise a seguir foi publicada originalmente no Diário PcD, um importante veículo de comunicação dedicado aos direitos e à visibilidade das pessoas com deficiência no Brasil. "A Lei de Cotas é um instrumento fundamental, mas ela atua no final da jornada. De que adianta reservar a vaga se o sistema educacional não preparou o candidato para chegar até ela?" Resumo dos Pontos-Chave (Extraído do artigo original): A Raiz do Problema: O artigo argumenta que a principal barreira para o cumprimento da Lei de Cotas e para a inclusão no mercado de trabalho é o déficit educacional histórico que afeta a população com deficiência no Brasil. O "Ciclo Vicioso" da Exclusão: Descreve-se um ciclo onde a baixa escolaridade leva à baixa empregabilidade, que por sua vez reforça o preconceito e a falta de investimento na qualificação dessas pessoas. O Papel da Educação Inclusiva: A análise defende que uma educação verdadeiramente inclusiva, desde a base até o ensino superior, é a única ferramenta capaz de quebrar este ciclo e garantir que os profissionais cheguem qualificados ao mercado. Responsabilidade Compartilhada: A solução, segundo o texto, exige uma ação conjunta: do Estado, em garantir uma educação de qualidade; das empresas, em investir em formação e não apenas na contratação; e da sociedade, em combater o capacitismo.