Debate CBN: Como a Diversidade nas Empresas vem Mudando o Mundo do Trabalho

A pauta da diversidade e inclusão está em constante evolução. Mas para onde ela está nos levando? Tive o prazer de participar de um debate no programa CBN Professional para discutir exatamente isso: como a diversidade está, de fato, mudando as estruturas do mundo do trabalho. Foi uma conversa rica sobre o presente e o futuro da inclusão corporativa.



A seguir, o áudio completo do debate que participei no programa CBN Professional, um dos mais respeitados canais de jornalismo e negócios do rádio brasileiro.

[Aqui será incorporado o player de áudio da CBN]

Neste debate, juntei-me a outros especialistas para analisar as transformações que a pauta da diversidade tem provocado nas empresas. Discutimos a evolução do tema, o papel das novas gerações, os desafios da inclusão real e o que o futuro reserva para as organizações que buscam ser mais diversas e justas.


Tópicos em Destaque (Timestamps):


[05:20] – A diferença fundamental entre ter um time diverso e construir uma cultura inclusiva.

[13:45] – Como a Geração Z está forçando as empresas a serem mais transparentes em suas políticas de DEI.

[22:10] – O papel da liderança sênior: por que a transformação precisa começar no C-Level.

[28:00] – O futuro da diversidade: tecnologia, métricas e a busca por um impacto real.


Principais Insights do Debate:


  • A Maturidade da Pauta DEI: A conversa destaca que a discussão sobre diversidade amadureceu, saindo de um foco em compliance e marketing para se tornar um pilar estratégico ligado à inovação, resiliência e sustentabilidade do negócio.


  • Diversidade vs. Inclusão: Um ponto central do debate foi a distinção clara entre diversidade (a representação de diferentes grupos na empresa) e inclusão (a garantia de que todos tenham voz, segurança e oportunidades iguais de crescimento).


  • A Pressão das Novas Gerações: Argumenta-se que os novos talentos no mercado de trabalho não veem mais a diversidade como um "diferencial", mas como uma premissa básica, e ativamente escolhem empregadores com base em seu compromisso real com a pauta.


  • A Necessidade de Intencionalidade: A conclusão do debate é que a mudança não acontece por acaso. Ela exige intencionalidade da liderança, com metas claras, métricas de acompanhamento e, principalmente, a responsabilização dos gestores pela criação de um ambiente verdadeiramente inclusivo.

Tags e Categorias

Debate, CBN, Mundo do Trabalho, Cultura Organizacional, Liderança Inclusiva


Gostou desta análise? Leve essa discussão para sua empresa através de uma palestra ou explore outros conteúdos na Biblioteca.

22 de junho de 2025
A discussão sobre equidade salarial é um avanço inegável no mundo corporativo. Mas será que estamos fazendo as perguntas certas quando o tema é a inclusão de pessoas com deficiência? Neste artigo que tive a honra de escrever para a Câmara Paulista de Inclusão, provoco uma reflexão mais profunda sobre como a pauta precisa de um olhar mais atento e estratégico para que a equidade seja, de fato, para todos.  A análise a seguir foi publicada originalmente no portal da Câmara Paulista de Inclusão, uma organização referência no debate sobre a inclusão no estado de São Paulo. "Afinal, do que adianta um bom salário se ele for corroído por um custo de vida comprovadamente mais alto, por conta da deficiência?" Resumo dos Pontos-Chave (Extraído do artigo original): O "Custo da Deficiência": O artigo destaca que profissionais com deficiência enfrentam despesas adicionais significativas com saúde, transporte, tecnologia assistiva e cuidadores, um fator que impacta diretamente sua renda disponível. A Falha da Isonomia Salarial: Argumenta-se que o princípio de "salário igual para trabalho igual" é insuficiente, pois não considera que os custos para viabilizar o trabalho e a vida são desiguais para este grupo. O Papel Estratégico dos Benefícios: A verdadeira equidade passa pela revisão dos pacotes de benefícios das empresas, que devem ser flexíveis e contemplar as necessidades específicas para compensar o "custo da deficiência". Além da Remuneração: A análise conclui que a equidade também envolve garantir condições para o crescimento profissional, combatendo a estagnação de carreira que muitos profissionais com deficiência enfrentam.
22 de junho de 2025
Muitas vezes, o debate sobre a empregabilidade de pessoas com deficiência foca unicamente nas responsabilidades das empresas. Mas e o passo anterior? Neste artigo que escrevi para o Diário PcD, argumento que a falha sistêmica começa muito antes, em uma base educacional que ainda não prepara adequadamente nossos jovens para os desafios e as oportunidades do mundo corporativo.  A análise a seguir foi publicada originalmente no Diário PcD, um importante veículo de comunicação dedicado aos direitos e à visibilidade das pessoas com deficiência no Brasil. "A Lei de Cotas é um instrumento fundamental, mas ela atua no final da jornada. De que adianta reservar a vaga se o sistema educacional não preparou o candidato para chegar até ela?" Resumo dos Pontos-Chave (Extraído do artigo original): A Raiz do Problema: O artigo argumenta que a principal barreira para o cumprimento da Lei de Cotas e para a inclusão no mercado de trabalho é o déficit educacional histórico que afeta a população com deficiência no Brasil. O "Ciclo Vicioso" da Exclusão: Descreve-se um ciclo onde a baixa escolaridade leva à baixa empregabilidade, que por sua vez reforça o preconceito e a falta de investimento na qualificação dessas pessoas. O Papel da Educação Inclusiva: A análise defende que uma educação verdadeiramente inclusiva, desde a base até o ensino superior, é a única ferramenta capaz de quebrar este ciclo e garantir que os profissionais cheguem qualificados ao mercado. Responsabilidade Compartilhada: A solução, segundo o texto, exige uma ação conjunta: do Estado, em garantir uma educação de qualidade; das empresas, em investir em formação e não apenas na contratação; e da sociedade, em combater o capacitismo.