Nada sem nós, porque tudo é sobre nós

A frase "Nada sobre nós, sem nós" é mais do que um slogan; é o princípio fundamental do movimento pelos direitos das pessoas com deficiência. Neste artigo que publiquei no LinkedIn, exploro por que esse conceito de protagonismo não é apenas um ideal ético, mas a metodologia mais eficaz e inteligente para qualquer empresa que deseje construir uma estratégia de inclusão que realmente funcione.



A reflexão a seguir foi publicada no meu perfil do LinkedIn, como um chamado à ação para que líderes e empresas adotem o princípio do protagonismo em suas iniciativas de Diversidade, Equidade e Inclusão.


"As melhores intenções podem gerar os piores resultados quando as soluções são projetadas para um grupo, em vez de serem construídas com esse grupo. O protagonismo não é um detalhe, é a própria metodologia da inclusão bem-sucedida."


Resumo dos Pontos-Chave (Extraído do artigo original):


  • A Origem do Lema: O artigo explica que a frase "Nada Sobre Nós, Sem Nós" é um grito de guerra global que exige que nenhuma política seja decidida por um representante sem a participação plena e direta dos membros do grupo afetado.


  • A Falha das Iniciativas "Top-Down": Uma crítica a programas de inclusão bem-intencionados, mas criados em salas de reunião sem a consultoria de quem vive a realidade da deficiência, o que muitas vezes leva a soluções ineficazes ou que não resolvem os problemas reais.


  • Pessoas com Deficiência como Especialistas: O texto defende que as pessoas com deficiência devem ser vistas como especialistas em suas próprias experiências, e que seu conhecimento sobre acessibilidade e barreiras é um ativo estratégico para a inovação em produtos, serviços e cultura interna.


  • O "Como" do Protagonismo: O artigo sugere ações práticas para implementar este princípio, como a criação e o fortalecimento de Grupos de Afinidade (ERGs), a formação de conselhos consultivos e a inclusão obrigatória de pessoas com deficiência nos times que desenham políticas e produtos.

Tags e Categorias

Protagonismo, Representatividade, Co-criação, Estratégia DEI, Liderança


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22 de junho de 2025
A discussão sobre equidade salarial é um avanço inegável no mundo corporativo. Mas será que estamos fazendo as perguntas certas quando o tema é a inclusão de pessoas com deficiência? Neste artigo que tive a honra de escrever para a Câmara Paulista de Inclusão, provoco uma reflexão mais profunda sobre como a pauta precisa de um olhar mais atento e estratégico para que a equidade seja, de fato, para todos.  A análise a seguir foi publicada originalmente no portal da Câmara Paulista de Inclusão, uma organização referência no debate sobre a inclusão no estado de São Paulo. "Afinal, do que adianta um bom salário se ele for corroído por um custo de vida comprovadamente mais alto, por conta da deficiência?" Resumo dos Pontos-Chave (Extraído do artigo original): O "Custo da Deficiência": O artigo destaca que profissionais com deficiência enfrentam despesas adicionais significativas com saúde, transporte, tecnologia assistiva e cuidadores, um fator que impacta diretamente sua renda disponível. A Falha da Isonomia Salarial: Argumenta-se que o princípio de "salário igual para trabalho igual" é insuficiente, pois não considera que os custos para viabilizar o trabalho e a vida são desiguais para este grupo. O Papel Estratégico dos Benefícios: A verdadeira equidade passa pela revisão dos pacotes de benefícios das empresas, que devem ser flexíveis e contemplar as necessidades específicas para compensar o "custo da deficiência". Além da Remuneração: A análise conclui que a equidade também envolve garantir condições para o crescimento profissional, combatendo a estagnação de carreira que muitos profissionais com deficiência enfrentam.
22 de junho de 2025
Muitas vezes, o debate sobre a empregabilidade de pessoas com deficiência foca unicamente nas responsabilidades das empresas. Mas e o passo anterior? Neste artigo que escrevi para o Diário PcD, argumento que a falha sistêmica começa muito antes, em uma base educacional que ainda não prepara adequadamente nossos jovens para os desafios e as oportunidades do mundo corporativo.  A análise a seguir foi publicada originalmente no Diário PcD, um importante veículo de comunicação dedicado aos direitos e à visibilidade das pessoas com deficiência no Brasil. "A Lei de Cotas é um instrumento fundamental, mas ela atua no final da jornada. De que adianta reservar a vaga se o sistema educacional não preparou o candidato para chegar até ela?" Resumo dos Pontos-Chave (Extraído do artigo original): A Raiz do Problema: O artigo argumenta que a principal barreira para o cumprimento da Lei de Cotas e para a inclusão no mercado de trabalho é o déficit educacional histórico que afeta a população com deficiência no Brasil. O "Ciclo Vicioso" da Exclusão: Descreve-se um ciclo onde a baixa escolaridade leva à baixa empregabilidade, que por sua vez reforça o preconceito e a falta de investimento na qualificação dessas pessoas. O Papel da Educação Inclusiva: A análise defende que uma educação verdadeiramente inclusiva, desde a base até o ensino superior, é a única ferramenta capaz de quebrar este ciclo e garantir que os profissionais cheguem qualificados ao mercado. Responsabilidade Compartilhada: A solução, segundo o texto, exige uma ação conjunta: do Estado, em garantir uma educação de qualidade; das empresas, em investir em formação e não apenas na contratação; e da sociedade, em combater o capacitismo.