Não permita que te prendam, nem se aprisione no mundo da anormalidade

As barreiras que enfrentamos nem sempre são físicas. Muitas vezes, as mais difíceis de superar são as atitudinais, que internalizamos ao longo da vida. Nesta entrevista que concedi à HSM Management, compartilho uma reflexão muito pessoal sobre essa luta contra os rótulos e a importância de assumir o protagonismo da nossa própria história, tanto na vida quanto na carreira.



A seguir, os principais insights da minha entrevista para a HSM Management, onde atuo como colunista, discutindo temas de liderança, carreira e inclusão.


"A barreira mais difícil de quebrar não é a arquitetônica, mas a atitudinal. E ela começa dentro de nós, quando aceitamos o rótulo da 'anormalidade' que a sociedade tenta nos impor. A verdadeira liberdade é se apropriar da própria história e reescrevê-la com base no nosso potencial."


Resumo dos Pontos-Chave (Extraído da entrevista original):


  • As Duas Prisões: O texto explora o conceito de duas barreiras: a externa, imposta pelo preconceito e pelo capacitismo da sociedade; e a interna, que é quando a pessoa com deficiência internaliza esses estereótipos e passa a limitar seu próprio potencial.


  • A Luta Contra o Rótulo da "Anormalidade": Argumenta-se que um passo fundamental para o desenvolvimento profissional e pessoal é a rejeição ativa do rótulo de "anormal", ressignificando a deficiência como uma característica humana, e não como um fator que define ou diminui um indivíduo.


  • O Poder da Autodeterminação: A entrevista defende que o protagonismo começa com a autopercepção. Trata-se de um chamado para que cada pessoa com deficiência tome controle de sua narrativa, focando em suas competências e ambições, apesar dos desafios externos.


  • A Responsabilidade da Liderança Inclusiva: A reflexão é estendida ao mundo corporativo, onde um líder verdadeiramente inclusivo é aquele que cria um ambiente de segurança psicológica onde ninguém precise se "aprisionar" ou esconder parte de quem é para ser aceito, respeitado e valorizado.

Tags e Categorias

Protagonismo, Capacitismo, Autodesenvolvimento, Liderança, Mindset


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22 de junho de 2025
A discussão sobre equidade salarial é um avanço inegável no mundo corporativo. Mas será que estamos fazendo as perguntas certas quando o tema é a inclusão de pessoas com deficiência? Neste artigo que tive a honra de escrever para a Câmara Paulista de Inclusão, provoco uma reflexão mais profunda sobre como a pauta precisa de um olhar mais atento e estratégico para que a equidade seja, de fato, para todos.  A análise a seguir foi publicada originalmente no portal da Câmara Paulista de Inclusão, uma organização referência no debate sobre a inclusão no estado de São Paulo. "Afinal, do que adianta um bom salário se ele for corroído por um custo de vida comprovadamente mais alto, por conta da deficiência?" Resumo dos Pontos-Chave (Extraído do artigo original): O "Custo da Deficiência": O artigo destaca que profissionais com deficiência enfrentam despesas adicionais significativas com saúde, transporte, tecnologia assistiva e cuidadores, um fator que impacta diretamente sua renda disponível. A Falha da Isonomia Salarial: Argumenta-se que o princípio de "salário igual para trabalho igual" é insuficiente, pois não considera que os custos para viabilizar o trabalho e a vida são desiguais para este grupo. O Papel Estratégico dos Benefícios: A verdadeira equidade passa pela revisão dos pacotes de benefícios das empresas, que devem ser flexíveis e contemplar as necessidades específicas para compensar o "custo da deficiência". Além da Remuneração: A análise conclui que a equidade também envolve garantir condições para o crescimento profissional, combatendo a estagnação de carreira que muitos profissionais com deficiência enfrentam.
22 de junho de 2025
Muitas vezes, o debate sobre a empregabilidade de pessoas com deficiência foca unicamente nas responsabilidades das empresas. Mas e o passo anterior? Neste artigo que escrevi para o Diário PcD, argumento que a falha sistêmica começa muito antes, em uma base educacional que ainda não prepara adequadamente nossos jovens para os desafios e as oportunidades do mundo corporativo.  A análise a seguir foi publicada originalmente no Diário PcD, um importante veículo de comunicação dedicado aos direitos e à visibilidade das pessoas com deficiência no Brasil. "A Lei de Cotas é um instrumento fundamental, mas ela atua no final da jornada. De que adianta reservar a vaga se o sistema educacional não preparou o candidato para chegar até ela?" Resumo dos Pontos-Chave (Extraído do artigo original): A Raiz do Problema: O artigo argumenta que a principal barreira para o cumprimento da Lei de Cotas e para a inclusão no mercado de trabalho é o déficit educacional histórico que afeta a população com deficiência no Brasil. O "Ciclo Vicioso" da Exclusão: Descreve-se um ciclo onde a baixa escolaridade leva à baixa empregabilidade, que por sua vez reforça o preconceito e a falta de investimento na qualificação dessas pessoas. O Papel da Educação Inclusiva: A análise defende que uma educação verdadeiramente inclusiva, desde a base até o ensino superior, é a única ferramenta capaz de quebrar este ciclo e garantir que os profissionais cheguem qualificados ao mercado. Responsabilidade Compartilhada: A solução, segundo o texto, exige uma ação conjunta: do Estado, em garantir uma educação de qualidade; das empresas, em investir em formação e não apenas na contratação; e da sociedade, em combater o capacitismo.