Inclusão é um direito inegociável em que todos ganham

Muitas vezes, a inclusão ainda é vista como um esforço unilateral das empresas. Nesta entrevista que concedi ao portal Terra, defendo a tese central do meu trabalho: a de que a inclusão de pessoas com deficiência é um direito fundamental que, quando levado a sério, gera um ciclo virtuoso de ganhos para os profissionais, para os negócios e para toda a sociedade.



A seguir, os principais pontos da minha conversa com o portal Terra, um dos maiores veículos de comunicação do Brasil, sobre a dimensão ética e estratégica da inclusão no mercado de trabalho.


"Quando uma empresa se abre para a diversidade de corpos e mentes, ela não está apenas oferecendo um emprego; está abrindo as portas para novas formas de pensar, de resolver problemas e de inovar. O benefício é imediato e bilateral."


Resumo dos Pontos-Chave (Extraído da entrevista original):


  • Direito vs. Favor: A entrevista estabelece a inclusão como um direito humano básico e inegociável, desafiando a visão assistencialista e posicionando-a como uma questão de cidadania e dignidade.


  • Os Ganhos para o Negócio: São detalhados os benefícios corporativos diretos, como a melhoria no clima organizacional, o fortalecimento da marca empregadora, o acesso a um pool de talentos inexplorado e o aumento da capacidade de inovação.


  • Os Ganhos para a Sociedade: O texto explica como a inclusão no mercado de trabalho impacta positivamente a economia, ao aumentar a base de consumidores e contribuintes, e promove uma sociedade mais justa e com menos desigualdades.


  • O Fator "Inegotável": A tese central é que a inclusão é um tema "inegociável" porque, no século 21, excluir talentos com base em uma característica pessoal não é apenas eticamente indefensível, mas também economicamente prejudicial para o próprio negócio.

Tags e Categorias

Direito Inegociável, Inclusão Estratégica, ESG, Valor Compartilhado, Cultura Organizacional


Gostou desta análise? Leve essa discussão para sua empresa através de uma palestra ou explore outros conteúdos na Biblioteca.

22 de junho de 2025
A discussão sobre equidade salarial é um avanço inegável no mundo corporativo. Mas será que estamos fazendo as perguntas certas quando o tema é a inclusão de pessoas com deficiência? Neste artigo que tive a honra de escrever para a Câmara Paulista de Inclusão, provoco uma reflexão mais profunda sobre como a pauta precisa de um olhar mais atento e estratégico para que a equidade seja, de fato, para todos.  A análise a seguir foi publicada originalmente no portal da Câmara Paulista de Inclusão, uma organização referência no debate sobre a inclusão no estado de São Paulo. "Afinal, do que adianta um bom salário se ele for corroído por um custo de vida comprovadamente mais alto, por conta da deficiência?" Resumo dos Pontos-Chave (Extraído do artigo original): O "Custo da Deficiência": O artigo destaca que profissionais com deficiência enfrentam despesas adicionais significativas com saúde, transporte, tecnologia assistiva e cuidadores, um fator que impacta diretamente sua renda disponível. A Falha da Isonomia Salarial: Argumenta-se que o princípio de "salário igual para trabalho igual" é insuficiente, pois não considera que os custos para viabilizar o trabalho e a vida são desiguais para este grupo. O Papel Estratégico dos Benefícios: A verdadeira equidade passa pela revisão dos pacotes de benefícios das empresas, que devem ser flexíveis e contemplar as necessidades específicas para compensar o "custo da deficiência". Além da Remuneração: A análise conclui que a equidade também envolve garantir condições para o crescimento profissional, combatendo a estagnação de carreira que muitos profissionais com deficiência enfrentam.
22 de junho de 2025
Muitas vezes, o debate sobre a empregabilidade de pessoas com deficiência foca unicamente nas responsabilidades das empresas. Mas e o passo anterior? Neste artigo que escrevi para o Diário PcD, argumento que a falha sistêmica começa muito antes, em uma base educacional que ainda não prepara adequadamente nossos jovens para os desafios e as oportunidades do mundo corporativo.  A análise a seguir foi publicada originalmente no Diário PcD, um importante veículo de comunicação dedicado aos direitos e à visibilidade das pessoas com deficiência no Brasil. "A Lei de Cotas é um instrumento fundamental, mas ela atua no final da jornada. De que adianta reservar a vaga se o sistema educacional não preparou o candidato para chegar até ela?" Resumo dos Pontos-Chave (Extraído do artigo original): A Raiz do Problema: O artigo argumenta que a principal barreira para o cumprimento da Lei de Cotas e para a inclusão no mercado de trabalho é o déficit educacional histórico que afeta a população com deficiência no Brasil. O "Ciclo Vicioso" da Exclusão: Descreve-se um ciclo onde a baixa escolaridade leva à baixa empregabilidade, que por sua vez reforça o preconceito e a falta de investimento na qualificação dessas pessoas. O Papel da Educação Inclusiva: A análise defende que uma educação verdadeiramente inclusiva, desde a base até o ensino superior, é a única ferramenta capaz de quebrar este ciclo e garantir que os profissionais cheguem qualificados ao mercado. Responsabilidade Compartilhada: A solução, segundo o texto, exige uma ação conjunta: do Estado, em garantir uma educação de qualidade; das empresas, em investir em formação e não apenas na contratação; e da sociedade, em combater o capacitismo.